Dona Leonor Coutinho

, nascida em São Bento do Inhatá em 23 de setembro de 1919, onde começou sua carreira de professora ensinando numa escola da usina. Aprendeu a ler com sua mãe, Dona Mariquinha (filha de um pároco tinha um bom nível de educação): … “Não estudei com D. Lulu porque a escola de D. Lulu era do outro lado da Ponte […] comecei a estudar em Terra Nova em 1927 com a professora Conceição, Conceição Costa […] naquela época D. Lulu não ensinava menina, só ensinava menino. A escola da professora Conceição ensinava menino e menina. Fui estagiária da irmã dela em Feira de Santana. Quando a professora foi embora de Terra Nova, logo foi substituída pela professora Alice de quem, também, fui aluna;” 

Antes de Dona Marocas o agente dos Correios era o Sr José Antônio Cunha. Era, como hoje, uma entidade federal.

“Em 1927 já existia o Correio, funcionava numa casa que passou a ser o hospital, próximo ao Chalé, o responsável era Antônio, avô de Candinho, da família de Sua Cunha, Antônio Salim, Baden (mulher de Antônio Maroto), dona Vivina” – Professora Leonor Coutinho.

Américo Pacheco– Filho de Oscar Pacheco. Tinha uma irmã, Maria.

Antenor Bacelar– Eram três irmãos: Antenor, Joanito e Tavinho Bacelar; filhos de Seu João Bacelar. Tavinho era médico formado em 1940 e foi para Minas. Sua ida para Minas foi fugindo do casamento com a filha de Dr. Herondino; da relação gerou Heron.

Alice professora, Filha de Avelino Nogueira, morava em S. Caetano.

“Estudar em TN, mas a professora não era Alice, era Conceição”. Eu morava em Camurugipe em 1927 fomos para Terra Nova. Saímos em 1930. Estudei. Um ano com Conceição e outro com Alice.

Aloisio Souza – Filho de Seu Rosalvo eletricista da usina. Tinha duas irmãs: Morena e Linda. Linda trabalhava no escritório da usina.

Anísio Conceição– Casado com Dona Mocinha, não tinha filhos. Trabalhou em S. Bento como escriturário. Seu Anísio era escrivão de paz.

 

Agenda de 2020, 16 de fevereiro.

Meu avô José Antônio dos Santos foi chefe de campo em Triunfo; o pessoal de São Bento era mais ligado a Terra Nova, a comunicação era facilitada pela linha férrea – Terra Nova/ São Bento; a gente também ia para Aliança; (Isa – eu já fui de São Bento para Aliança);

– É tinha uma linha que ligava á São Bento.

– Vinha de Terra Nova indo para São Bento e no meio do caminho entroncava o Ramal para Aliança.

– Esse ponto era em Brejo de Arroz?

– Era.

– Você conheceu um Ramal chamado Aramaré?

– Conheci, mas não era da Leste.

– Não ele era antigo, era do tempo dos engenhos, era conhecido também como Ramal Catita. Catita era uma máquina pequena que circulava lá no Ramal, ia até Aramaré.

– A Virginia também circulava lá. [a Virginia era de São Bento].

 

Agenda de 2020, 26 de março.

Dona Lió via Juliana sobre a professora Maria José:

Filha de Araújo Pinho; criada por Dr. Melo desde quando ele morava em São Bento; Dr. Melo era padrinho dela; Foi recebida por ele e por Dona Amália tinha menos de dois anos; nunca soube quem era a mãe.

 

Agenda 2020, 4 de abril.

Família Bacelar, eu conheci o velho, chamava João Bacelar. Era funcionário público da Fazenda. Não era baiano dizia que ele era do Amazonas, todo mundo dizia que ele era do Amazonas. Eu conheci viúvo, não sei se ele chegou aqui viúvo, ou se ela morreu aqui; já chegou com os filhos. Lembro os nomes dos filhos: Joanito, Iazinha, Tavinho, Antenor… A mais velha que casou

Acho que ele ficou viúvo aqui, pois a filha mais nova era da minha idade.

 

Agenda ano 2019, 12 de maio.

Dona Lió voltou a me contar sobre o caso da professora que não assumiu o cargo porque o pai era Pastor Protestante.

Cenária Plataforma da Estação; Personagem Iracema (professora); Dona Majur, filha do Governador Góes Calmon, mulher de Dr. Jaime Vilas Boas, dono da Usina. [Para inclusão em Terra Nova Espaço e Tempo, na parte de Republica (semelhante aos Cristãos Novos no período Colonial)].

 

Agenda ano 2019, dia 07 de julho.

Estivemos hoje, com Isa, na casa de Dona Leonor, estavam lá Alda e Gracinha.

Lá para as tantas, perguntei se ela teve algum aluno canhoto. Isso era para comparar com o fato de Torva. Rendeu Bastante. Ela disse que não tinha. Isa baixinha disse que tinha. Isa dizia que no curso de professorado, dito por Juvenal, dentro de uma disciplina, como punição, por não saber a lição, uso do castigo “mãe dizia que não”. O castigo como norma aparecia, por exemplo, na sabatina.

Outra conversa que Dona Lió se lembrando do vaqueiro Seu Hermes e da mulher (mãe dele Dona Lídia) dele conhecida como boa engomadeira foi por eu ter puxado o caso dela como professora, ensinando em Bom gosto os filhos de Henrique Teles. (mulher de Henrique Teles, irmã de Dona Pombinha, mulher de Seu Duda).

 

  1. Leonor – Agenda dia 16.03.2021 – Conversamos tratando de dois pontos: 1- Estrada de Rodagem para salvador. Morava em São Bento (usina) – para pegar a Marinete para Salvador, saia de São Bento e aguardava numa Venda o transporte na ladeira da Embira próximo da entrada de Itapetingui [lá hoje se avista palmeiras imperiais, mais ou menos do outro lado está o bueiro do engenho Brotas]. A venda ficava no lado esquerdo da pista sentido Salvador. No local só tinha a venda, se tivesse outras casas era no meio do mato. A mulher do dono da venda era irmã da professora Maria da Fé. A estrada de terra passava por Aliança, Jacuípe, São Sebastião, a partir dai não se lembra do trecho até Agua Comprida “me lembro de Agua Comprida porque dai via a Bahia- Salvador”. [Isa sugeriu que em São Sebastião passagem por Lamarão].

 

2 – Luto queríamos que ela falasse sobre o luto. Ela mocinha botou luto para o avo – “luto disfarçado” não era fechado; quando o irmão morreu, 1926 todos os irmos botaram luto ela tinha 7 anos.

Os homens normalmente não botava luto fechado, botava ou tarja no braço – fumo.

O luto era de seis meses a um ano. A viúva era pro resto da vida e toda de preto.

Viagem para Condeúba – Disse que o transporte de Jequié para Conquista era um carro com poucos lugares [Isa se lembrou da Rural

 

Willys ·.

Ela confirmou que o carro que levava a bagagem era outro, a bagagem não ia junto dela.

No percurso se parava uma espécie de pedágio, quando passava por dentro de uma determinada fazenda.

 

Agenda ano 2020,10 de Outubro.

Roteiro – Dona Lió (Dona Leonor)

  • Identidade nome, onde e data.
  • Pai/Mãe
  • Relato sobre os Pais
  • Irmãos – onde nasceram
  • Escola de cada um
  • Como era a escola de Dona Mariquinhas
  • Conheceu outros familiares que ensinaram em casa
  • Dona Mariquinhas ensinavam outros meninos
  • Quando se mudou de Camurugipe para Terra Nova e quando saiu de lá

 

Agenda ano 2020,03 de Novembro.

Hoje fizemos uma entrevista com Dona Leonor seguindo o roteiro como consta na pagina de 10/outubro.

 

Dia 01 de abril de 2007 – Melo Lima

Doutor Melo Lima todo dia pedia que a Usina construísse sanitário no Posto Medico – como é que pode um posto Medico sem um sanitário.

Umdia um operário chegou se queixando de dor Melo Lima receitou um purgante e mandou que ele tomasse ali no posto o laxante fez efeito. O paciente disse: e agora Doutor como é que eu faço Doutor Melo não teve duvida e disse: abaixa as calçasali em baixo de maneira fique de frente para o Escritório e faça o serviço.

Dias depois o quartinho foi construído

Dia 26 de maio de 2017 –Terra Nova Velha

– A senhora sabe onde é TNV

– Claro Viraldo respondeu dona Lió

– ótimo era assim desse jeito que eu queria a resposta

É porque hoje, passando da Cabeça da Ponte as pessoas chamam de TNV antes dessa ponte [ponte de ferro] existia uma outra. Achei que ela se referiu a Ponte dos Carros

– mais para a senhora onde começava Terra Nova Velha

– você se lembra da agulha onde ligava para a linha de São Bento, era ali.

– é exatamente onde também eu digo onde começava (essa conversa se tornou necessária, pois, Mocinha e Gonzaga, Não sei por que disseram que era depois da ponte)

Vou conversar com: Chicão, Jacó, Bié, Nieta (irmã de Zé Ligeiro) e Jacy.

 

Viraldo Ribeiro

Viraldo

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