Dona Jacy Bezerra, aposentada coordenou o Instituto Mauá, 96 anos.

 

 

Bezerra – Antônio Queiroz Bezerra, filho de João Mendes Bezerra e Raquel Mendes Bezerra, natural de Coração de Maria, nasceu em 02/12/1910.

 

 

Chegou em Terra Nova por volta de 1940, viúvo com três filhos.

 

 

Sua primeira atividade profissional foi de dono de bar Brasil que tinha além de venda de bebidas e petisco, e mesa para jogo de bilhar.

 

O bar era frequentado pela juventude local em decorrência da jogatina e do cinema, que funcionava na parte superior, de propriedade de Seu Dantas

 

 

Após alguns anos casou-se Sra. Jacy (Hermelina) com quem teve 5 filhos.

 

 

Continuando com sua atividade adquiriu um caminhão e foi o 1º meio de transporte para Feira de Santana, onde a população local se utilizava para viagens e compras, para suprir o comércio de Terra Nova.

 

 

Faleceu com 75 anos (1985) súbitamente.

 

Albertino Queiroz - era gêmeo, trabalhou na cooperativa local, casou-se com Nilce filha do único dentista, Dr. Herondino.

 

 

Teve 4 filhos. Mudou-se para Salvador onde viveu e colocou o filho para estudar. Faleceu na década de 90.

 

Alcides - Chegou em Terra Nova casado com filhos após formar-se em dentista. Trabalhou na profissão junto a Usina Terra Nova, mudou-se para Salvador

 

Alemão – Filho de Luiz Teles de Menezes e dona Al..

 

 

Foi casado com Mirian. Trabalhou na Usina Terra Nova e depois na Petrobras em Mataripe; costumava andar vestido de terno branco de linho e sapato de duas cores.

 

 

Morreu de acidente no trabalho ao ser atingido na cabeça por uma bola de ferro. Era conhecido por sua alta comunicação nos locais, era contador de casos.

 

Alice Nogueira – Professora, foi diretora de colégio, é nome de escola em Terra Nova. Era altamente exigente no ensino e usava recursos da época para aprendizagem como uso de palmatórias, réguas e castigo- ajoelhar e prisão.

 

 

Aloísio Souza – Filho de seu Rosalvo e dona Senhora. Casou com a professora Belanice. Trabalhou no escritório da usina.

Antenor Bacelar – Fazia parte da juventude terranovense que frequentava festa e jogatinas. Era coletor e fazia carteira de trabalho. Foi casado com a filha de seu Aurélio Cerqueira (Lurdes) e tem um filho- Tuca marido de Marilu. Faleceu mais ou menos e deixou mulher e filhos que vivem em Terra Nova.

 

Antoninho da Estação – Pai de Lourival ex-prefeito.

 

 

Foi chefe da estação de trem.

 

Antônio Caetano – Era dono de um armazém no Dornel. Tinha dois filhos.

 

Antônio Marôto  - Trabalhava na UTN. Era comunicativo, gostava de festa, onde par constante de dança com sua mulher Bade. Tinha uma filha. Na sua casa comemorava a festa de Santo Antônio, 13 de junho, com reza (novena) e iguarias.

 

 

Antônio Pequeno – Marido de Zilda. Foi vereador por Terra Nova na cidade de Santo Amaro. [ Era funcionário municipal, cobrava os impostos dos feirantes e do comércio]

 

 

Colocou o Centro Telefônico. 

 

Antônio Sapucaia - Só tinha filha mulher. Tocava violão e gostava de festas e bebia muito (socialmente).

 

Artur Inácio – Marido de Niêta. Natural de Nazaré da Farinhas. Trabalho como sapateiro.

 

 

Com a construção do Hospital de Terra Nova veio para cá e trabalhou como auxiliar de enfermagem. Posteriormente trabalhou como secretário municipal, desde a fundação da cidade de T.N [emancipação] tendo como prefeito Luiz Teles até sua aposentadoria. Foi vereador.

Artur Pacheco – Era fazendeiro, trabalhava na sua propriedade. Foi vereador por Santo Amaro e Terra Nova. Era casado tinha 2 filhos [3] e tinha uma segunda mulher Antônia com quem tinha vários filhos.

 

Aurélio Cerqueira – Nunca casou oficialmente, mas tinha uma filha.

 

 

Era considerado o homem mais rico de Terra Nova. Tinha um escritório onde centralizava seus imóveis: armazém de cereais, salgadeira- curtume de couro de boi.

Terra Nova Velha

 

 

Ao contrário da terra da Pojuca, Terra Nova Velha não começou nem deixou nada que um registro a identificasse, aliais lá nunca teve escola, um posto, um cemitério, nada que fosse público, para ter o seu nome.  O nome vem dessas coisas que o povo vai repetindo, e que o tempo se encarrega de perpetuar

 

 

Não sabemos quando começou, mas deduzimos que foi antes da abolição (1888), quando começou a se falar de usina e de ferrovia, e tanto um como o outro projeto trouxeram para si o nome terra nova. A usina foi batizada de Terra Nova e a estrada de ferro denominou a estação de Terra Nova. Além desses fatos, as terras do engenho Terra Nova, se estenderam, em função de herança ou aquisição de outros engenhos, ultrapassando as margens do Pojuca.

 

 

Com isso os limites das terras do engenho se estenderam, englobando o povoamento existente no lado direito do Pojuca bem como o povoamento do lado esquerdo, tornando tudo numa Terra Nova só. Assim as antigas terras confinadas do engenho, as terras do velho engenho, foi batizada de Terra Nova Velha, deduzo.

 

 

Dentro dessa área confinada, é que ficavam as sedes das fazendas herdadas por Américo Pacheco Pereira e José Pacheco Pereira Filho e uma casa de avarandado de Roque Pacheco Pereira, irmão por parte de pai, dos dois fazendeiros.

 

 

Tinha além das sedes da fazenda pequenas casas dos trabalhadores que chegava a ter nomes próprios, como Bião, Rua do Cruzeiro, mas sem nenhum ponto de comercio.

No tempo presente TNV, para as pessoas mais jovens, começa um pouco adiante da ponte, como se fosse um bairro. Nos anos 30 e por muito tempo seu início ficava a uma ou duas casas depois da Estação Terra Nova, era com se esta indicasse o limite de Terra Nova com Terra Nova Velha.

 

Terra Boa

 

 

Essas nossas abordagens sobre: Terra Nova do Pojuca, Terra Nova Velha, não tem por base provas documentais, não servindo, portanto, de fonte de pesquisa histórica. A intenção é trazer para a área de leitura um texto sobre aquilo que ouvi e que achamos interessante. 

 

 

Já Terra Boa, que por um período identificou o antigo povoada de Terra Nova, tem sua razão de ser: como; quando e porquê.